A Nova Inteligência

A nova inteligênciaO Livro “A Nova Inteligência” demonstra a necessidade de aperfeiçoar técnicas do Pensamento de Predominância Direita porque, na actual Era Conceptual, o domínio é dos criadores e dos “empatizadores”, começando estes a alcançar igual importância em termos económicos e sociais face a outras profissões mais virados para actividades ligadas ao conhecimento.

Autor: Daniel H. Pink
Editora: Texto Editora

Índice:

Introdução
Parte I
A Era Conceptual

Capítulo 1 – A ascensão do Hemisfério Direito
Capítulo 2 – Abundância, Ásia e Automatização
Capítulo 3 – High Concept e High Touch

Parte II
Os Seis Sentidos

Os seis sentidos
Capítulo 4 – Design
Capítulo 5 – História
Capítulo 6 – Sinfonia
Capítulo 7 – Empatia
Capítulo 8 – Diversão
Capítulo 9 – Sentido

Nota final

Resumo do Livro:

O autor inicia a obra abordando os mais recentes conhecimentos sobre o nosso cérebro, isto é, a compreensão sobre o comportamento do hemisfério esquerdo e direito, e como cada um deles influencia o nosso comportamento. A teoria da supremacia do hemisfério esquerdo sobre o hemisfério direito foi recentemente destronada. Apesar de terem formas diferentes de compreender os dados e reagir aos acontecimentos, estes complementam-se e são especialistas em coisas diferentes. Por exemplo, na compreensão de uma conversa, o hemisfério esquerdo interpreta os sons e compreende o seu significado, já o direito decifra a comunicação não-verbal e emotiva. Assim como têm comportamentos diferentes na análise da informação, o hemisfério esquerdo é capaz de compreender os pormenores, já o direito consegue ver a imagem por inteiro. Pelo que o “hemisfério esquerdo trata da lógica, da análise, da sequência e da literalidade. O lado direito encarrega-se da síntese, da expressão emocional, do contexto e da visão de conjunto.”

Até há uns anos as pessoas com conhecimentos dominados pelo Pensamento de Predominância Esquerda tinham mais sucesso e eram mais requisitadas pelo mercado de trabalho, recentemente percebeu-se que estes podem facilmente ser substituídos pelas novas tecnologias. Com a abundância de comunicação e uma forte concorrência foram surgindo novas necessidades. Os produtos e a comunicação têm que ser apelativos ao espírito e agradáveis aos olhos. É necessário dominar uma série de técnicas em que os especialistas são as pessoas com atributos do Pensamento de Predominância Direita.

Após uma evolução do mercado e dos consumidores, podemos afirmar que estamos numa Era Conceptual, fruto da abundância de produtos e comunicação, dos desenvolvimentos tecnológicos e da globalização. Nesta era, o domínio é dos criadores e dos “empatizadores” com Pensamento de Predominância Direita, em que estes começam a alcançar igual importância em termos económicos e sociais. Nesta era, a tecnologia vai ser complementada por capacidades High Concept (“capacidade de criar beleza artística e emocional, detectar padrões e oportunidades, elaborar uma narrativa satisfatória e combinar ideias desconexas num novo objecto”) e High Touch (“capacidade para sentir a empatia pelos outros, entender subtilezas da interação entre as pessoas,” etc) e dentro destas aptidões o autor determina como essencial o Design, a História, a Sinfonia, a Empatia, a Diversão e o Sentido.

O Design é uma aptidão que satisfaz o requisito de utilidade a par com a relevância estética de forma a diferenciar os seus produtos e a criar novos mercados e “dar ao mundo algo que este não sabia que precisava.” Por seu lado a aptidão da História é um elemento essencial porque nos dá o contexto enriquecido pela emoção, fazendo as empresas sobressair num ambiente de excesso de comunicação. Já Sinfonia é a capacidade de ver relações entre domínios aparentemente diferentes, de criar algo novo combinando elementos que aparentemente ninguém se lembrou de juntar. A Empatia é capacidade de alguém se colocar no lugar do outro e de perceber o que o outro está a sentir. Nem sempre é fácil percecionar as emoções das pessoas, pelo que é necessário uma extraordinária capacidade de compreender indícios. Está provado que trabalhar num ambiente de Diversão resulta em mais produtividade e que as pessoas com ligações socias satisfatórias e regulares são pessoas mais saudáveis e felizes. Com todos os sentidos activados temos que fazer uma procura activa do Sentido da vida e começar a encarar a espiritualidade e a felicidade com seriedade.

Finalmente o autor propõem-nos as seguintes questões para reflexão:

1 – “Alguém pode fazer o que faço numa localização de baixo custo? ”
2 – “Um computador pode fazer o meu trabalho mais depressa?”
3 – “Ofereço algo que satisfaça as necessidades imateriais e transcendentes desta era de prosperidade?”

Frases Chave:

“…o hemisfério direito é a imagem, o hemisfério esquerdo representa mil palavras.”

“O (hemisfério) é capaz de apreender os pormenores, mas só o direito consegue ver a imagem por inteiro”

“Já não basta a funcionalidade, é preciso o Design.”

“ Já não chegam os argumentos, é necessária História.”

“Presentemente, a utilidade é algo barato e fácil de realizar e encontrar – o que elevou o valor da relevância estética.”

“O Design tornou-se igualmente uma qualidade essencial devido ao acelerado metabolismo do comércio.”

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Consulte os reviews dos livros anteriormente analisados, **aqui**

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